domingo, 16 de agosto de 2009

Metal Progressivo: os dez melhores álbuns do estilo

O site About.com fez uma lista com os 10 melhores álbuns de metal progressivo, que seguem abaixo em ordem alfabética por banda.



BETWEEN THE BURIED AND ME - 'Colors'

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Uma obra-prima dos tempos modernos, “Colors” lançado em 2007 é uma faixa com um pouco mais que uma hora de duração dividida em oito partes. Enquanto o BETWEEN THE BURIED AND ME mostrava sinais de que poderia ser o futuro do metal progressivo com o álbum “Alaska”, lançado em 2005, “Colors” foi a afirmação. O fato de os membros da banda terem apenas um pouco mais que 20 anos quando o álbum foi gravado é espantoso. O “Colors” vai de uma vibração de fim de tarde estilo BEATLES para um metal de ataque devastador, lado a lado com um country e uma viagem para o espaço ao longo do caminho.



DREAM THEATER - 'Awake'


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Muitos pensaram que o DREAM THEATER não poderia superar seu segundo álbum “Images & Words” lançado em 1992, porém a banda surpreendeu o mundo do metal progressivo com o álbum “Awake” lançado em 1994. Até o momento o álbum mais obscuro da banda, “Awake” é o som de um grupo de músicos paranóicos, depressivos e desiludidos. As tensões internas dentro da banda foram traduzidas em “Awake” com músicas oprimidas como “Space Dye Vest,” “The Mirror,” e “Innocence Faded” apresentando um lado diferente do DREAM THEATER.



EDGE OF SANITY - 'Crimson'

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Dan Swanö é um músico genial, e o álbum “Crimson” lançado em 1996 é uma demonstração de seu brilho. Uma faixa épica de 40 minutos, “Crimson” não é para os fracos de coração. Falando sobre o futuro e infertilidade, “Crimson” é um álbum que foi feito para ser digerido de uma única vez, com a letra da música em mãos. Tentar dividir esta faixa única seria uma grande injustiça, uma vez que a música fala mais alto do que qualquer palavra jamais conseguiria.



FATES WARNING - 'No Exit'

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Primeiro álbum da banda com o vocalista Ray Alder, o “No Exist” é conhecido por conter a épica “The Ivory Gate of Dreams” com um pouco mais que 20 minutos de duração. As outras faixas deste lançamento de 1988 também não são ruins, mas esta foi a mais próxima do majestoso, a qual fez os fãs de metal progressivo babarem. Os vocais de Alder eram melhores do que os de John Arch, e isso não é uma tarefa fácil. “No Exist” seria o álbum que abriria a banda para um público maior.



OCEAN MACHINE - 'Biomech'

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Devin Townsend é um artista excêntrico que mantêm os ouvintes aos seus pés. O OCEAN MACHINE é um dos milhões de projetos paralelos com o qual Townsend está envolvido, lançando em 1998 o álbum “Biomech”, este que fez Townsend abraçar sua calma, seu lado melódico, que ficava escondido com o STRAPPING YOUNG LAD. Os fãs da sua banda principal ficaram surpresos em ouvir os maravilhosos vocais limpos de Townsend e sua habilidade para composições cativantes. Infelizmente o álbum nunca atingiu as principais comunidades do metal.



OPETH - 'Blackwater Park'

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Escolher o melhor álbum do OPETH pode ser uma tarefa difícil, uma vez que a maior parte de sua discografia é constituída de materiais com qualidade ao extremo. Porém o “Blackwater Park’ lançado em 2001 é considerado sua maior grande obra. O vocalista Mikael Åkerfeldt finalmente aperfeiçoou sua voz limpa e a produção, feita pelo líder do PORCUPINE TREE, Steve Wilson, é tonificante e poderosa. As faixa “The Drapery Falls” e a acústica assombrosa “Harvest” são os destaques desta obra-prima.



PAIN OF SALVATION - 'Entropia'

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O primeiro álbum lançado pelo quinteto sueco em 1997 é fenomenal. Após um pouco mais de uma década de trabalho desde que formaram a banda, o PAIN OF SALVATION juntou uma incrível história envolvendo uma família em conflitos em uma sociedade fictícia. Os vocais elevados de Daniel Gildenlöw fizeram muitas pessoas prestarem atenção e assim a banda ganhou muitas oportunidades com o “Entropia”, mantendo o ouvinte comprometido com uma combinação de tranqüilizante, melodias acústicas, escalas e riffs funkeados.



QUEENSRYCHE - 'Operation Mindcrime'

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Indiscutivelmente o melhor álbum do QUEENSRYCHE, um álbum conceitual lançado em 1988 que detalha a história de um viciado em drogas e como ele se tornou um assassino. Enquanto os primeiros álbuns da banda eram camadas sólidas de metal progressivo, o “Operation: Mindcrime” foi o primeiro álbum onde tudo funcionou como um estalo. A voz de Geoff Tate nunca soou tão bem, e o trabalho com a guitarra de Chris DeGarmo é subestimado.



SYMPHONY X - 'The Divine Wings Of Tragedy'

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O SYMPHONY X sempre foi uma banda que se manteve no underground, constantemente lançando álbum após álbum, enquanto mantinha uma base de fãs leais. Lançado em 1997, o álbum “Divine Wings Of Tragedy” foi o primeiro sinal de que o SYMPHONY X podia competir com os grandalhões do metal progressivo, com a faixa título atingindo por volta de 20 minutos de duração. Sempre considerei o Russell Allen um dos vocalistas mais subestimados de todos os tempos, e o Michael Romeo é um deus da guitarra no círculo progressivo.



TIAMAT - 'Wildhoney'

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Antes do OPETH sucessivamente misturar death metal com vocais acústicos e limpos, já existia o TIAMAT e seu álbum “Wildhoney” lançado em 1994. Enquanto a banda viria a evoluir para um som gothic metal, em certo ponto, o TIAMAT foi colocado para surpreender o mundo do metal progressivo. Um álbum que entrou em uma atmosfera com um foco principal, “Wildhoney” pode ser melhor descrito como uma jornada através do desespero e melancolia, com letras brilhantes como guias desta jornada.


http://whiplash.net/materias/melhores/093916-betweentheburiedandme.html

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Morreu o pai da guitarra eléctrica

Les Paul talvez seja um nome que diz pouco mesmo aos melómanos, mas pouca gente teve tanta influência no universo musical como este norte-americano falecido esta quarta-feira num hospital do Estado de Nova Iorque, aos 94 anos e rodeado de familiares e amigos.

Lester William Polfuss era professor de música e guitarrista, mas passou à história por ter sido o criador da guitarra eléctrica de corpo sólido e da gravação multicanal (permite gravar vários instrumentos na mesma música, algo indispensável nos dias de hoje), momentos que revolucionaram a indústria musical, sobretudo o pop/rock.

Les Paul

"Ele recebeu o melhor tratamento possível nesta última batalha e mostrou uma força, tenacidade e coragem surpreendente", pode ler-se no comunicado à imprensa da Gibson Guitars. "O mundo perdeu hoje um ser humano excepcional e verdadeiramente inovador. Ninguém no mundo conseguiu igualar suas técnicas" escreve o executivo-chefe da mesma empresa.

Em 1952, Les Paul recebeu a maior das homenagens quando a Gibson baptizou um modelo de guitarra com o seu nome. Pete Townsend dos The Who, Al DiMoela e Jimmy Page (Lez Zeppelin) estão entre aqueles que têm na Les Paul o instrumento favorito.

Um modelo da Gibson Les Paul

In http://musicaonline.sapo.pt/news/3353/Morreu_o_pai_da_guitarra_electrica

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A História da Guitarra – Parte 2: a guitarra e o baixo elétricos

No artigo anterior, mostramos a “pré-história” da guitarra desde o século XV até o início do século XX. Vimos que tal evolução foi motivada por vários fatores, mas um dos principais foi a busca por um maior volume de som. Entretanto, mesmo com todas as evoluções e aperfeiçoamentos implementados, a guitarra acústica havia na década de 30 atingido o ápice no que diz respeito ao volume de som produzido, sem amplificação através de algum dispositivo eletrônico. Esse momento propício, durante as décadas de 30 e 40, alavancou diversas iniciativas nesse segmento, o que culminou em uma situação peculiar: a guitarra elétrica não teve um, mas alguns “inventores”.


Uma das principais iniciativas nesse sentido foi a do suíço Adolph Rickenbacker, então radicado nos EUA. Rickenbacker fundou em 1925 uma empresa, denominada “Rickenbacker Manufacturing Company”. Ao contrário do que possa parecer, Rickenbacker não fabricava instrumentos musicais, mas sim partes de metal para as guitarras tipo “resonator” da National (estas guitarras traziam uma interessante idéia acústica de ampliar o volume de som, mas acabaram por se tornar praticamente um novo instrumento).

Adolph Rickenbacker e sua criação: a Frying Pan
Adolph Rickenbacker e sua criação: a Frying Pan

A National, na figura do guitarrista e inventor George Beauchamp, também tentava usar a eletricidade para fazer seus instrumentos “falarem” mais alto. Logo no início dos anos 30, Beauchamp e Paul Barth, sobrinho de um dos donos da National, fizeram uma guitarra experimental elétrica, com corpo circular e braço feitos de madeira e com um grande captador eletromagnético. Esta guitarra ficaria conhecida como “Frying Pan” devido à sua aparência, e seria considerada pela maioria a primeira guitarra elétrica construída.

O princípio de funcionamento dos captadores eletromagnéticos é bastante simples, e ainda é utilizado até hoje. Uma bobina é imersa em um campo magnético e conectada a um amplificador. As cordas (obrigatoriamente de material magnetizável – aço) são colocadas para vibrar dentro do campo magnético gerado por esse imã. Essa vibração resulta em uma alteração deste campo magnético, a qual causa uma variação de tensão nos terminais da bobina, que é amplificada e acaba sendo transformada no som que ouvimos.

O captador da “Frying Pan” era feito de dois grandes ímãs envolvendo as cordas, com uma bobina abaixo deles. Apesar de não ser a guitarra dos sonhos de qualquer guitarrista, Rickenbacker, Beauchamp e Barth fundaram em 1932 a Ro-Pat-In, com o objetivo de produzi-la em série. A Ro-Pat-In mudou seu nome nos anos 30 para Electro String Instrument e em 1934 começaram a produzir guitarras sob a marca Rickenbacker Electro.

Nesta época, a Rickenbacker lançou a linha Electro Spanish, que nada mais era que uma tradicional guitarra acústica de jazz com um captador similar ao da Frying Pan. Apesar das vendas da Electro Spanish não terem sido animadoras, várias empresas haviam percebido que esse era um caminho sem volta. Por isso, em 1936 a Gibson lançou a guitarra “Electric Spanish”, modelo ES-150, que seguia a mesma idéia de Rickenbacker: uma guitarra acústica de jazz com um captador montado próximo ao braço. Não é de surpreender que a Gibson já possuísse know-how para um lançamento deste tipo: muitos acreditam firmemente que o famoso engenheiro Lloyd Loar, principal responsável por grande parte das criações da Gibson, havia realizado diversos experimentos (e com sucesso) relativos à eletrificação de instrumentos, enquanto trabalhou na Gibson, de 1919 a 1924.

Apesar da novidade da captação elétrica, todas essas guitarras tinham uma característica comum, que era a de serem apenas a eletrificação de modelos existentes. Ainda não se ouvia falar em guitarras sólidas, com corpo feitos de madeira maciça.

Em tal momento surgiu em cena Lester William Polfus, também conhecido como Les Paul. Em 1928, então com 12 anos, Les Paul entretinha com sua guitarra os clientes de uma pequena lanchonete. Em suas apresentações, seu público sempre reclamava que não conseguia ouvi-lo. Na tentativa de amplificar seu instrumento, Les Paul instalou um captador de gravador e conectou-o ao rádio dos seus pais, usando o mesmo como amplificador. Apesar dessa solução não ser ideal para grandes ambientes, fez Les Paul pensar na viabilidade de construir uma guitarra sólida, preservando o som original das suas primas acústicas.

Após anos de pesquisas e tentativas, Les Paul construiu um protótipo que foi chamado de “The Log” (a tora). Ele levou sua criação para apresentá-la à Gibson, onde riram da sua idéia. Les Paul havia aparafusado um braço de guitarra acústica em um pedaço retangular de madeira com 2 captadores e prendido nele as laterais de uma guitarra acústica apenas para que o resultado ficasse parecido com uma guitarra (mal imaginavam os executivos da Gibson que futuramente lançariam guitarras famosas – ES 335, ES 355, etc. – com o mesmo tipo de construção).

O protótipo da Les Paul: The Log
O protótipo da Les Paul: The Log

A iniciativa de Les Paul não foi a única. Em 1935, Rickenbacker havia lançado um modelo maciço, porém de baquelite, além do modelo “Vibrola”, com um inovador (mas primitivo) sistema de vibrato através de motores (essa guitarra era tão pesada que possuía um suporte para que o músico pudesse tocá-la, pois era impossível pendurá-la).

Outros experimentos apareceram, e entre os mais importantes destaca-se a guitarra Bigsby-Travis, de 1948. De todas as iniciativas até então, acredito que era a que mais se aproximava das guitarras que conhecemos hoje. No entanto, sua produção foi restrita a poucas unidades, e portanto não considera-se a Bigsby-Travis um modelo comercial.

No mesmo ano de 1948, George Fullerton uniu-se e Leo Fender para construir uma guitarra que fosse maciça e pudesse ser produzida em massa. Criaram a “Broadcaster”, que existe praticamente inalterada até hoje com o nome de “Telecaster”. A Broadcaster seria lançada em 1950, e tornar-se-ia a primeira guitarra maciça comercializada em massa, mudando a história para sempre.

A guitarra Fender Telecaster
A guitarra Fender Telecaster

Com o sucesso da Fender, a Gibson percebeu que havia dispensado uma grande idéia ao rir da invenção de Les Paul. O próprio Les Paul conta que os executivos da Gibson foram procurá-lo em 1951, e mostraram-se interessados em comercializar uma guitarra desenhada por ele. Incrivelmente, a Gibson não queria colocar seu nome na mesma por temer um fracasso, ao que Les Paul prontamente sugeriu que chamassem a guitarra de Les Paul. E assim foi feito: em 1952 foi lançada a Gibson Les Paul. O sucesso da Les Paul foi tanto que a mesma manteve-se inalterada até 1961, quando foi totalmente reestilizada (no entanto, em 1968 sua versão original foi relançada, atendendo a pedidos).

A guitarra Gibson Les Paul
A guitarra Gibson Les Paul

Todo esse sucesso das guitarras trouxe na carona um lançamento que traria profundas mudanças na música: o baixo elétrico. Em 1951, Fender inovava com o lançamento do baixo Precision. Até então, tocava-se baixo acústico, instrumento pouco portátil e sem trastes. O Precision logo conquistou músicos de country, e até alguns de jazz, como Monk Montgomery, da banda de Lionel Hampton. O Precision possuía o mesmo tipo de construção da Broadcaster: braço em Maple aparafusado ao corpo, um captador, e estética bastante similar à Broadcaster. Possuía também uma escala de 34 polegadas (padrão até hoje e menor que a de um baixo acústico) com trastes.

O baixo Fender Precision
O baixo Fender Precision

Mas o melhor ainda estaria por vir. Apesar do sucesso da Telecaster e da Les Paul, ainda não havia aparecido aquela que se tornaria a vedete das guitarras. Em 1954, Leo Fender mais uma vez mudaria a história lançando uma nova guitarra, a Stratocaster.

A Stratocaster traria várias importantes inovações. Seu corpo possuía um novo desenho, de construção similar ao da Telecaster. Eletricamente, traria uma de suas grandes inovações, através da adoção de 3 captadores de bobina simples (a Telecaster possuía 2) e com uma chave de 5 posições que permitia diversas associações dos mesmos, permitindo portanto uma grande variedade de sons. Seus captadores eram unidades de baixa impedância, com um som mais brilhante e limpo, próximo dos instrumentos acústicos. Todo o circuito elétrico, incluindo os captadores, era montado em uma placa acrílica removível. Isto permitia que o circuito fosse todo montado fora da guitarra e posteriormente instalado na mesma em apenas uma operação, fato típico de uma produção em larga escala. Também foi incorporada uma alavanca de trêmolo, inexistente na Telecaster.

A guitarra Fender Stratocaster
A guitarra Fender Stratocaster

O corpo da Stratocaster era esculpido visando o conforto, com rebaixo para apoio do braço e para a barriga do músico. A Stratocaster logo conquistou os músicos e hoje é até desnecessário listar todos que foram ou são apreciadores dela. Nomes como Eric Clapton, Jeff Beck, David Gilmour, Ritchie Blackmore, Jimi Hendrix, apenas para citar alguns (na verdade, faltaria espaço para listar todos os músicos que são adeptos da “Strato”). A guitarra é produzida com muito sucesso até os dias atuais, e conserva suas características principais praticamente inalteradas. Com esse lançamento, a Fender passava a ser líder isolada no mercado de guitarras maciças e baixos elétricos.

Em 1956, na tentativa de conquistar o mercado dominado pelo baixo Fender Precision, a Gibson lançou seu primeiro baixo elétrico, o modelo EB1. Seu desenho lembrava um violino com corpo de baixo (como o baixo Hofner que Paul McCartney faria famoso na próxima década). Apesar da investida da Gibson, o Fender Precision reinou sozinho até 1957, quando ganhou o desenho que conhecemos hoje e quando Rickenbacker lançou seu primeiro baixo, o modelo 4000, similar ao 4001 usado por inúmeros astros, como Chris Squire (Yes) e Geddy Lee (Rush). Os modelos Rickenbacker possuíam uma construção sólida e um braço inteiriço em oposição ao braço aparafusado dos Precision.

Mesmo com toda a concorrência, a Fender reinou absoluta nos anos 50 e 60 no cenário dos baixos. Os baixos Gibson não eram bem aceitos pelos músicos, apesar de usados por alguns artistas importantes como Jack Bruce (Cream).

Em 1960, apareceria talvez a última grande criação no segmento de baixos e guitarras: o baixo Fender Jazz Bass. Com um desenho arrojado, o Jazz Bass seria a alternativa para os músicos que queriam mais versatilidade de som. O Jazz Bass oferecia 2 captadores single coil e um braço mais estreito que o do Precision. Logo ficou sendo o preferido para jazz e alguns estilos de rock/fusion, enquanto o Precision ficaria famoso no ambiente de pop/rock. O Jazz Bass ajudaria a popularizar o baixo fretless (sem trastes), com seu som mais parecido com um baixo acústico. Para este quesito em particular, o baixista virtuoso Jaco Pastorius teve grande importância, ao arrancar com um alicate os trastes de seu Jazz Bass, transformando-o em um fretless de uma hora para outra (a Fender inclusive lançou uma série especial do Jazz Bass, modelo Jaco Pastorius, onde os baixos saem da fábrica com as marcas de pancadas, arranhões e falhas na pintura exatamente nos locais em que estavam presentes no baixo original de Jaco).

Hoje, quase 50 anos após o que pode ser considerado o último evento realmente expressivo na evolução da guitarra, o cenário já se encontra muito mais diversificado. No mundo inteiro milhares de empresas fazem réplicas de modelos famosos, como Les Paul, Stratocaster, Telecaster, Precision, Jazz Bass, etc., além de novos modelos que surgem constantemente.

A tecnologia permitiu a criação de instrumentos com características modernas de construção. Hoje são testados novos materiais, além da madeira, como resinas de grafite, fibras de carbono, fibras de vidro e muitos outros (os modelos mais caros da Stratocaster, por exemplo, possuem reforços internos ao braço em grafite).

A parte eletrônica também evoluiu muito. Os captadores magnéticos ainda reinam, porém já existem instrumentos utilizando circuitos ativos, captadores piezoelétricos (que funcionam através da alteração de pressão em um cristal), captadores óticos (que “vêem” a vibração da corda e a amplificam) e tantas outras idéias. Hoje, no momento de rápida evolução em que vivemos, “o céu é o limite”, mas acredito firmemente que a guitarra elétrica em sua concepção básica já conquistou definitivamente um lugar no coração e no ouvido de todos nós, e por isso veio para ficar.



http://whiplash.net/materias/musicalbox/072276.html

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A História da Guitarra – Parte 1: do Alaúde ao Violão

A guitarra é, sem dúvida alguma, o instrumento que melhor simboliza tudo aquilo que o rock pretende mostrar. Não existe pessoa aficionada por música, principalmente rock, que não conheça guitarras ou guitarristas. Poderíamos inclusive nos arriscar a dizer que a guitarra é conhecida por todos, mesmo aqueles que não estão especialmente "sintonizados" com música. De onde surgiu então este instrumento de concepção tão simples e detalhes tão complexos, capaz de fazer a alegria de milhares de pessoas?


Guitarra barroca feita pelo luthier Giovanni Tesler, 1618
Guitarra barroca feita pelo luthier Giovanni Tesler, 1618

A guitarra teve sua origem nos violões, mas uma longa jornada foi trilhada para que hoje a mesma tivesse as características a que estamos acostumados. A origem principal do violão é a guitarra barroca, sendo que os exemplares mais antigos datam do final do século XVI.

Eram instrumentos pequenos, com braços e corpos bem menores que os dos violões atuais, e parte traseira arredondada, feita pela junção de diversas ripas de madeira, como no casco de um barco. Até o século XVIII, porém, muito pouco aconteceu na evolução da guitarra barroca. Foi nessa época que se começou a usar, de forma mais generalizada, 6 cordas, mesma quantidade que temos hoje.

Guitarra barroca atribuída ao luthier René Voboam, século 17. Notar o fabuloso trabalho de entalhe com madrepérola e o contorno do corpo trabalhado em Marfim e Ébano.
Guitarra barroca atribuída ao luthier René Voboam, século 17. Notar o fabuloso trabalho de entalhe com madrepérola e o contorno do corpo trabalhado em Marfim e Ébano.

Foi também nessa época que apareceram inúmeras tentativas de mudanças, com o objetivo de alcançar um design que fosse portátil, prático de tocar e que garantisse um volume sonoro suficiente para apresentações, visto que não existiam ainda métodos eletrônicos de amplificar o som do instrumento. Com isso, apareceram instrumentos bastante interessantes, normalmente mistos entre harpas e o que seria o violão que conhecemos hoje.
Modelo de guitarra-harpa, em forma de lira, feito pelo luthier François Breton, cerca de 1800. Notar a utilização de 6 cordas e a escala parecida com o violão tradicional.
Modelo de guitarra-harpa, em forma de lira, feito pelo luthier François Breton, cerca de 1800. Notar a utilização de 6 cordas e a escala parecida com o violão tradicional.

No entanto, nenhum dos modelos inventados (e foram muitos...) virou um padrão aceito. Eram modelos pouco práticos de tocar e normalmente possuíam uma construção mais frágil e intrincada do que os violões da época.

No final do século XVIII, o violão (ou guitarra romântica, como é chamado o violão dessa época), já possuía uma caixa de ressonância maior, em forma de “8”, fundo plano, e quase sempre com 6 cordas. No século XIX, começaram a surgir violões com uma aparência similar a dos atuais. A caixa passou a ter a parte inferior mais larga, tomando a forma que conhecemos hoje. No entanto, havia ainda diversos estilos de construção, não existindo naquele momento uma arquitetura (sem contar afinação, quantidade de cordas, materiais empregados, etc.) que pudesse ser considerada "universal". Mas, foi no final do século XIX que o violão atualmente utilizado foi concebido, e inclusive podemos dizer que após isso poucas mudanças aconteceram até os dias atuais.

Foto do conhecido violonista Napoleon Coste, com alguns de seus instrumentos, todos do século 19. Reparar que o formato de corpo dos instrumentos já possuía formas bastante “atuais”.
Foto do conhecido violonista Napoleon Coste, com alguns de seus instrumentos, todos do século 19. Reparar que o formato de corpo dos instrumentos já possuía formas bastante “atuais”.

Na Espanha, Antônio de Torres estabeleceu o que seria o padrão de construção do violão clássico feito atualmente, com as cordas de nylon. As alterações de Torres foram realmente profundas: o contorno do corpo tomou a forma atual e o comprimento da escala foi redefinido para 650mm, dando mais tensão às cordas. Com essa nova tensão, foi redefinida a estrutura do tampo e sua sustentação, criando o sistema de "bracing" utilizado até hoje por luthiers e grandes fabricantes. Torres construiu 320 violões (dos quais 66 ainda existem hoje) até 1892, quando faleceu. A contribuição de Torres dada aos violões "clássicos" (equipados com cordas de nylon), ratificou a Espanha como um pólo tradicionalíssimo na construção desse tipo de instrumento (sem falar na guitarra flamenca que, a princípio usada apenas para esse gênero, possui atualmente construção bastante parecida com a clássica, chegando inclusive a serem confundidas em alguns casos).

Apesar das transformações ocorridas com o instrumento na Espanha, no final do século XIX ainda vivia-se sem usufruir da velocidade da informação de um mundo globalizado, e portanto paralelamente ao trabalho de Torres outros esforços eram empreendidos com o intuito de aperfeiçoar o violão.[ * retorna x>

Esta foto mostra um violão feito por Torres, o pai do violão clássico moderno. Datado de 1860, possui linhas bastante atuais. Reparar no detalhe da mão, onde as tarraxas ainda eram de madeira, com afinação garantida por atrito (usava-se pó de giz para aumentar o atrito entre as peças e garantir a afinação).
Esta foto mostra um violão feito por Torres, o pai do violão clássico moderno. Datado de 1860, possui linhas bastante atuais. Reparar no detalhe da mão, onde as tarraxas ainda eram de madeira, com afinação garantida por atrito (usava-se pó de giz para aumentar o atrito entre as peças e garantir a afinação).

A principal contribuição neste sentido foi dada por um luthier alemão que, como tantos outros, resolveu cruzar o Atlântico em busca de oportunidades no novo mundo. Christian Friederich Martin não imaginava que sua iniciativa criaria uma marca que ajudaria a escrever a história da música do século XX e definiria um novo padrão na construção de violões de cordas de aço.

Martin foi para os EUA no ano em que foi registrada uma das maiores chuvas de meteoritos de toda a história. Não sabemos se durante a sua longa viagem ele teve a possibilidade de observá-los do convés do navio e fazer algum pedido, mas o fato é que suas criações obtiveram grande sucesso e definiriam o que viria a ser considerado o violão americano, ou como é mais conhecido de todos, o violão de cordas de aço.

Martin estava acostumado a construir instrumentos baseados na tradicional escola européia, altamente decorados e empregando materiais raros como marfim e madrepérola. Logo percebeu que se quisesse ter sucesso na nova empreitada teria que adaptar seu estilo. Afinal, seu mercado potencial era formado basicamente por pessoas modestas, que trabalhavam duro e sem tempo para "pompas e circunstâncias". Usando sua experiência e buscando soluções inovadoras, Martin simplificou os instrumentos, sem contudo abrir mão da qualidade e cuidado na construção dos mesmos. Na prática isso pode ser verificado através da adoção de uma mão simples (onde ficam as tarraxas), de linhas retas e sem adornos, assim como um cavalete também de linhas retas. Também aumentou o tamanho da caixa de ressonância, e aplicou uma de suas maiores invenções: a estrutura do tampo em forma de X, conhecida como "X-bracing". Esta estrutura consiste basicamente em reforçar o tampo internamente com 2 ripas formando um X, garantindo rigidez e durabilidade, mas permitindo liberdade de vibração ao conjunto. No século seguinte, esta estrutura caiu como uma luva no emprego de cordas de aço, suportando a tensão extra das mesmas em relação às de nylon e ainda assim garantindo uma sonoridade forte e precisa. Essa arquitetura de construção virou então o padrão utilizado nesse tipo de instrumento, e é usada até hoje por praticamente todos os fabricantes. Nascia assim o violão de cordas de aço, também chamado de violão folk.

X-bracing: a estrutura interna do tampo de um violão Martin, usada por inúmeros fabricantes até os dias de hoje. Mão: esta foto mostra a mão de um violão Martin modelo 2-27, de 1870. Repare que a mesma era simples, sem adornos e com linhas retas.
X-bracing: a estrutura interna do tampo de um violão Martin, usada por inúmeros fabricantes até os dias de hoje. Mão: esta foto mostra a mão de um violão Martin modelo 2-27, de 1870. Repare que a mesma era simples, sem adornos e com linhas retas.
Washburn modelo 355, de 1899. Totalmente inspirado nos modelos da Martin, porém com boa qualidade de materiais e acabamento.
Washburn modelo 355, de 1899. Totalmente inspirado nos modelos da Martin, porém com boa qualidade de materiais e acabamento.

Deve-se ressaltar que Martin não era, de forma alguma, o único nessa época a produzir violões neste estilo. É claro que vários fabricantes prontamente se dispuseram a copiar o desenho de Martin, o que contribuiu mais ainda para que o padrão fosse aceito. Entre estes, podemos destacar a "Lyon and Healy". Fundada por Patrick Joseph Healy e George Washburn Lyon em 1864, produzia instrumentos em grande quantidade e de muito boa qualidade, e sua linha de instrumentos, a Washburn, ainda existe até hoje apesar de uma história cheia de altos e baixos ao longo de todos esses anos.[ * retorna x>
Gibson L1, modelo de 1912, mostra um corpo de tamanho pequeno em relação aos modelos posteriores.
Gibson L1, modelo de 1912, mostra um corpo de tamanho pequeno em relação aos modelos posteriores.

Já no início do século XX, os violões de cordas de aço e nylon haviam atingido uma maturidade plena em técnicas de construção e padronização. Pode-se inclusive arriscar dizer que muito pouco aconteceu no sentido evolutivo desses instrumentos até hoje. Ocorreram, sim, adaptações às novas realidades: madeiras raras foram substituídas por outras, a fabricação de cordas alcançou mais precisão e a oferta de modelos aumentou. No entanto, ainda existiam muitas idéias para se colocar em prática.

E assim, foi em 1902 que Orville Gibson, um habilidoso luthier, criou uma empresa com o objetivo de construir bandolins e violões. No entanto, Gibson não queria construir instrumentos como os que os outros faziam: queria aplicar seus conceitos de construção de violinos e violoncelos aos bandolins e violões. Apareceram assim instrumentos com tampo e fundos curvos esculpidos, e a tradicional boca redonda foi substituída por aberturas em formas de "f". A ponte (ou cavalete), antes colada no tampo, passou a ser móvel, como nos violinos, atuando como um transmissor das vibrações das cordas para o tampo e caixa de ressonância. As madeiras empregadas passaram a ser similares às usadas nos violinos. Nascia, além da Gibson que todos conhecem hoje, a guitarra de jazz.

Com as modificações realizadas por Gibson e com o aumento do tamanho da caixa de ressonância, realizada nos anos 30, a guitarra conseguiu um substancial aumento de volume sonoro. Os modelos lançados pela Gibson, particularmente L5 e Super 400, viraram campeões de popularidade entre os grupos de jazz.

Gibson L7, modelo de 1937, já mostra uma caixa de ressonância grande (17 polegadas na parte inferior mais larga), com objetivo de garantir um volume de som condizente com as necessidades da época, já que então a guitarra elétrica ainda não podia ser considerada uma realidade.
Gibson L7, modelo de 1937, já mostra uma caixa de ressonância grande (17 polegadas na parte inferior mais larga), com objetivo de garantir um volume de som condizente com as necessidades da época, já que então a guitarra elétrica ainda não podia ser considerada uma realidade.

Nessa época, outras empresas disputavam o espaço com a Gibson no segmento de guitarras de jazz. As principais eram a Stromberg e a Epiphone, criada pelo filho de um imigrante grego, Epaminondas Stathopoulo. Inicialmente denominada "House of Stathopoulo", teve seu nome mudado para "Epiphone Banjo Corporation", em 1928 (“Epiphone” é a combinação de “Epi”, apelido de Epaminondas, com “phone”, som em grego). Com a morte de Epaminondas em 1940, e com a Segunda Guerra Mundial, a Epiphone enfrentou diversas crises até ser vendida para a Gibson, em 1957.

No entanto, apesar de todas estas inovações, a proliferação das “Big Bands” nos anos 30 colocou a guitarra em uma posição delicada. Por mais bem construída que fosse, seu volume sonoro não conseguia rivalizar com o dos metais e bateria. A idéia de aumentar o volume a partir de agora seria recorrer à eletricidade.

Estava preparado o cenário para o nascimento da guitarra elétrica...


http://whiplash.net/materias/musicalbox/072024.html


domingo, 9 de agosto de 2009

Vampiros

Um texto engraçado para povoar o nosso imaginário.

VAMPIROS

Existem lendas de vampiros desde 125 a.C.

Em 1431, os ciganos chegam á Transilvânia, pouco depois de Vlad Tepes nascer. Aqui, o vampiro era um fantasma de uma pessoa

morta, que na maioria dos casos tinha sido bruxa, mago ou suicida,

Os vampiros eram criaturas temidas, pois matavam pessoas ao mesmo tempo que se pareciam com elas. A única diferença é que

os vampiros não possuíam sombra, não reflectiam no espelho e podiam mudar a sua forma para ade um morcego. Durante a luz

do dia dormiam nos seus caixões e á noite bebiam sangue humano. Os vampiros não podiam entrar numa casa sem serem

convidados, mas uma vez convidados podiam regressar quando quisessem. O ponto forte do vampiro é que eles eram quase imortais,

só alguns rituais os podiam matar: trespassar o seu coração com uma estaca, decapitá-lo ou queimá-lo.

Antigamente, em algumas culturas pregava-se aos caixões, os corpos dos assassinos, suicidas e dos excomungados pela igreja.

E quando se desconfiava que estes corpos eram de vampiros,”espetavam-lhes” estacas, cortavam o corpo em pedaços e queimavam o restante.

Os modelos para o vampirismo foram o príncipe Vlad da Transilvânia e a condessa Elizabeth Bathory, que se banhava no sangue de virgens para manter a beleza da pele.

Os vampiros eram conhecidos por ter vários aspectos, e tinham como características principais os seus caninos aguçados e o facto de se transformarem em morcegos. Como já foi dito anteriormente, temiam o sol e eram repelidos com água benta, alho, crucifixos, etc.

Actualmente, existem várias definições daquilo que é um vampiro, das quais destaquei as seguintes.

Para alguns vampiros são almas que não conseguem passar para o mundo dos espíritos. Estas ainda habitam os seus corpos sem vida, tentando roubar sangue, durante a noite, a força vital das suas vítimas, sugando-lhes o sangue. E quando a vítima morria, transformava-se também num vampiro.

Outros acreditam que vampiros são criaturas demoníacas que vivem do sangue humano. São criados quando mordidos por outro vampiro, que depois lhe dá do seu sangue para beber. A sua pele é geralmente branca, ou porque não estão expostos directamente ao sol, ou pelo facto de serem cadáveres, não corre sangue nas suas veias.

TIPOS DE VAMPIROS

Asanbasam – vampiros africanos. São vampiros normais só que possuem em vez de pés, cascos. Tendem a morder as suas vítimas no polegar

Baital – vampiros indianos. São metade homem, metade morcego, e têm mais ou menos um metro e meio de altura

Baobhan Sith – é uma fada demónio escocesa, que aparece como uma jovem a dançar para um homem até o esgotar, para depois se alimentar dele. É morta por ferro frio.

Ekiminu – são espíritos malignos assírios, metade fantasma, metade vampiro, causados por um sepultamento impróprio. São destruídos por armas de madeira ou par exorcismo

Lamia – são exclusivamente fêmeas. São metade humana, metade animal (normalmente uma cobra). Elas comem a carne das suas vítimas e bebem o seu sangue. São destruídas com armas normais

Nosferatu – é outro nome para o vampiro original

Rakshasa – poderosa vampira e feiticeira indiana. Normalmente aparenta um ser humano com características animais (têm por exemplo garras). Podem ser destruídas por fogo extremo, luz solar ou exorcismo

Strigoiul – vampiro romano. São muito parecidos com o vampiro original, mas preferem atacar em bando. Podem ser destruídos se for posto alho na sua boca ou removendo-lhes o coração

Vlokoslav – vampiros sérvios. Apresentam pessoas trajadas de branco. São diurnos e nocturnos. Podem assumir a forma de um cavalo ou de uma ovelha. Comem as suas vítimas e bebem o seu sangue. Podem ser destruídos quando são decepados os dedos dos pés ou com um prego trespassado no pescoço

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HABILIDADES MAIS COMUNS

Metamorfose – os vampiros têm a capacidade de se transformar em animais, normalmente em morcego, rato, lobo, aranha ou gato.

Força – os vampiros têm uma força e sentidos muito além das capacidades humanas

Controle – os vampiros têm a capacidade de hipnotizar e controlar outros animais, normalmente naqueles em que se conseguem transformar

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FRAQUEZAS MAIS COMUNS

Caixões – os vampiros têm que dormir nos seus caixões durante o dia

Luz Solar – os vampiros são sensíveis aos raios solares. Podem ser enfraquecidos, feridos ou até mortos por eles

Sem Reflexo – os vampiros não têm reflexo em espelhos. Acreditava-se que o reflexo de uma pessoa num espelho fosse o reflexo da sua alma, alma que os vampiros não possuem. Mais tarde isto também deu origem ao facto de os vampiros não aparecerem em fotos nem terem sombra.

Símbolo Religiosos – não é suficiente só o símbolo para ferir um vampiro, é necessário existir uma grande fé nesse símbolo. Em alguns casos o símbolo nem precisa ser religioso

Água Corrente – os vampiros não podem atravessar água corrente. Isto está ligado com o facto de os vampiros não possuírem reflexo, pois antigamente a maioria dos espelhos eram a água

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FORMAS MAIS COMUNS PARA SE MATAR UM VAMPIRO

Estaca de madeira – um vampiro pode ser morto quando trespassado por uma estaca de madeira, mas esta deve atravessar o coração e num único golpe

Decapitação – a decapitação deveria ser feita com uma pá do coveiro, de preferência. A decapitação destrói um vampiro, pois ao cortar a cabeça a um vampiro remove-se o seu cérebro, removendo-se o seu centro da vida. Diz-se que os vampiros mais velhos são imunes a este tipo de morte

Fogo Extremo – uma forma de matar um vampiro é queimá-lo. Os cristãos também acreditavam que os vampiros poderiam ser mortos através da cruz e da água benta, o que não é verdade

Enterrar ao contrário – quando existia a suspeita de que alguém se transformaria num vampiro, prevenia-se a mudança enterrando o corpo com a cabeça virada para baixo

Luz Solar – a luz solar aquece o sangue e queima a pele ao vampiro, causando danos graves, podendo mesmo matá-lo

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FORMAS MAIS PARA SE TORNAR NUM VAMPIRO

se quando uma pessoa morre, um animal ( gato) saltar por cima do corpo antes que este tenha sido sepultado, a pessoa pode tornar-se um vampiro

o suicídio

ter sido um mago ou uma bruxa

ser o sétimo filho

ser mordido por um vampiro

beber o sangue de um vampiro

ser vítima de um assassinato por vingança

um cadáver que foi reflectido num espelho

quando um corpo não é devidamente sepultado também há possibilidade de este se tornar um vampiro



http://sweet.ua.pt/~isca5732/nova_pagina_6.htm

Anti-War Songs - The horrors of war and promoting peace

Anti-War Songs - The horrors of war and promoting peace

Featuring Radiohead, Metallica, U2 and John Lennon...

Earlier today Radiohead unveiled their poignant tribute song to Harry Patch - the last surviving British army World War 1 veteran – who recently died aged 111. In honour of this, Gigwise takes a look at more songs from over the decades that have dealt with the atrocities of war.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Readers’ Rock List: Supergroups






















Os leitores da revista "Rolling Stone" elegeram os 10 melhores supergrupos de todos os tempos e nomearam Eric Clapton o "King of the supergroups", aparecendo em tres das bandas listadas, incluindo o numero um, "Cream"





1. Cream
2. Velvet Revolver
3. Audioslave
4. Raconteurs
5. Traveling Wilburys
6. Temple of the Dog
7. Derek & The Dominos
8. Crosby, Stills, Nash and Young
9. Oysterhead
10. Blind Faith
11. The Dead Weather
12. Bad Company
13. Chickenfoot
14. Foo Fighters
15. Mad Season

http://www.rollingstone.com/rockdaily/index.php/2009/08/03/readers-rock-list-supergroups/

JTSM